Membros da Nascentes Bela Vista depõem

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Os Vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a prestação de serviços e o cumprimento do contrato da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) no município de Divinópolis, ouviram na noite desta segunda-feira (4) o depoimento dos membros da Associação Nascentes do Bela Vista (ANBV).

Estiveram presentes o Presidente da ANBV – Darli Salvador, a Secretaria Executiva – Veramar Camilo Souza e o Consultor Jurídico da ANBV – Cleiton Assis. O Presidente da CPI, vereador Sargento Elton, iniciou a sessão concedendo aos membros da Associação o direito de fazer a leitura de um documento que pontuou todas as insatisfações dos membros da ANBV com relação a atual situação da Copasa em Divinópolis.

Em seguida foi iniciada a rodada de perguntas dos membros da CPI, e uma das primeiras indagações foi com relação ao índice de satisfação que a Associação tem diante das ações ambientais realizadas pela Companhia de Saneamento em Divinópolis.

De pronto, Cleiton Assis relatou que a empresa Copasa está trazendo inúmeros prejuízos ambientais para a cidade.
“Esta CPI já apontou aqui anteriormente que a Copasa não tem os licenciamentos ambientais devidos para o fornecimento e abastecimento de água no município”, disse Cleiton Assis.
E frisou também sobre as cidades da região que entraram com ações contra a Copasa, e neste sentido o município de Divinópolis não deve ficar atrás, considerando os deveres e obrigações ambientais da Companhia que só investiu 1,5% do que é previsto na Lei.

O segundo a ser questionado pelos Vereadores foi o Presidente da ANB,Darli Salvador, que pontuou para os edis as questões das falhas no recolhimento dos dejetos, além dos pontos de amostragem colhidos pela empresa e que a população também não tem conhecimento sobre a qualidade da água que ingerem e que, se contaminada, pode acarretar em diversas doenças. “Vejo a Copasa hoje como agente poluidora em nossa cidade!”, frisou Darli Salvador em seu depoimento.

O Vereador Zé Luiz da Farmácia (foto) questionou se a Associação já sentou com a Copasa para firmar alguma parceria ambiental e se a empresa está fazendo algum tipo de preservação na cidade. Em resposta, Darli Salvador afirmou que a associação nunca teve nenhum tipo de parceria com a Copasa e que não tem conhecimento de nenhum trabalho ambiental realizado pela Copasa, que não seja a distribuição de panfletos e mudas de árvores.
“Todo o trabalho educacional que a Nascentes Bela Vista realiza é voluntariado nas escolas. E o ato da Copasa distribuir mudas não pode ser considerado como preservação, principalmente no quesito de conservar matas ciliares, lençóis freáticos e nascentes de água”, respondeu.
Já como cidadão divinopolitano Cleiton Assis acredita que o contrato assinado com a Copasa é fadado a ser falho na efetivação e cumprimento da empresa. O Vereador Roger Viegas questionou sobre a propaganda da Copasa ser considerada pelos membros da ANBV como “enganosa”. O presidente Darli respondeu que as mídias veiculadas na tv, rádio e panfletos da Copasa prometem ao cidadão uma qualidade de serviço que não é realizado.
“Outra forma de propaganda enganosa é a cobrança de uma taxa de esgoto sendo que não temos nenhum esgoto tratado na cidade”, finalizou Darli Salvador.
A próxima sessão de depoimentos marcada pelos membros da CPI será nesta quarta-feira (6) a partir das 13 horas com o depoimento do Prefeito de Bom Despacho Fernando José Castro Cabral (PPS) que conseguiu romper o contrato com a Copasa e o município assumiu o serviço de água e esgoto na cidade.

Texto: Liziane Ricardo - Fotos: Arthur Charles

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População reafirma insatisfação com a Copasa durante CPI

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mais seis cidadãos divinopolitanos foram ouvidos pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está investigando as possíveis irregularidades na prestação de serviços da Copasa em Divinópolis. Os depoimentos foram colhidos na tarde desta segunda-feira (27) no plenário da Câmara Municipal.

A segunda parte dos depoimentos começou com as declarações do ex-funcionário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o senhor Irineu Alcides Pereira morador do bairro Dona Rosa. O aposentado iniciou contando que trabalhou na companhia por 27 anos e afirmou que no período em que lá trabalhava a diretoria e administração realizava uma boa gestão dos trabalhos, porém após ter se aposentado Irineu percebeu que durante a troca da administração, a prestação de serviços e qualidade nos atendimentos piorou consideravelmente.

“Fiquei sabendo que será construído um reservatório modalidade R2 para atender a região do bairro Serra Verde. Mas pelo que eu entendo do serviço, caso isso realmente aconteça os bairros Candelária e Bom Pastor correrão o risco de ficar sem água” disse.
Irineu declarou ao Presidente da CPI, que na região onde mora já ocorreu de todo o bairro ficar até 3 dias sem água e que já passou mal algumas vezes em virtude da água com barro que tem chegado nas casas dos divinopolitanos. O ex-funcionário da Copasa disse que falta muita infraestrutra de equipamentos para os funcionários realizarem um bom serviço.
“A população está sendo roubada! As pessoas estão pagando pelo AR no encanamento. E posso afirmar que não existe troca de hidrometro, e por diversas vezes enquanto funcionário precisei zerar os relógios. Se for necessário faço uma demonstração em plenário para os Vereadores”, frisou Irineu Alcides.
A segunda pessoa ouvida pelos edis foi a senhora Maria Regina Rodrigues moradora do bairro Santa Clara, e além das diversas reclamações da qualidade da água fornecida pela Copasa, ela informou que recebeu em sua residência uma conta prevendo seus gastos no próximo mês de dezembro com data de vencimento em Janeiro de 2018:
“Ainda estamos em novembro, dezembro nem começou, como eles podem estar me cobrando algo que ainda nem utilizei? Isto é um absurdo!”
Maria Regina enfatizou o fato das pessoas estarem se arriscando tomando banho e utilizando água poluída, pois acabam se sujeitando à viroses, verminoses e diarreias.

Segundo Maria Regina desde 2013 ela vem denunciando as condições de serviços da Copasa, e afirmou não compreender por que até hoje nenhum juiz ainda não deferiu suas denuncias.
“Registramos a mortalidade de animais ao redor do Rio Pará, a mortande de peixes, e a proliferação dos água pés causados pelos efeitos de despejamento do esgoto no Rio, e até hoje nenhum denuncia foi acatada”, reforçou.
De acordo com Maria Regina o governo municipal errou entregando este contrato para a Copasa, e o melhor a se fazer seria o cancelamento. Outras falhas vem também do Governo do Estadual, Municipal e de gestões passadas da Câmara de Vereadores.

Representando o distrito de Santo Antônio dos Campos (Ermida), Márcio da Silva disse aos Vereadores que essa semana os moradores ficaram sem água e ainda ironizou ser a melhor forma de evitar doenças, uma vez que não tem água em suas casas.
“Há anos foi afixada uma placa lá em Ermida dizendo das obras de uma ETE que não existe. Só tem a placa, de obra não tem nada! Disseram por último que a previsão é pra começar daqui 6 meses. E nós já estamos pagando os 90% na conta sem ter tratamento nenhum”.
Segundo informações do morador no local há apenas um centro de tratamento do esgoto, e de seu ponto de vista seria melhor se a Copasa tivesse deixado a região como era antigamente, no regime de fossas, pois este contrato não trouxe nenhum beneficio para a região de Ermida até hoje.

Por fim foram ouvidos também Graciete Correia moradora do bairro Mar e Terra, Antônio Dias Barbosa representando os moradores do Centro e o ambientalista Jairo Gomes residente no bairro Esplanada. Graciete relatou na CPI que ao efetuar diversas reclamações na Copasa, houve um momento em que foi coagida pela administração da companhia.
“Eles disserem que se eu quisesse poderia entrar na justiça contra a empresa, pois eles tem 30 advogados trabalhando para a Copasa e que eu não teria chances nesta causa. Um empresa que presta um serviço péssimo e que não avisa com antecedência da falta de água”, informou Graciete Correia.
Já Antônio Dias Barbosa reafirmou que de 6 meses pra cá a água em sua casa tem chegado com aparência de barro, além dele ter sido vítima de viroses e diarreia.
“Há 40 anos eu cheguei a beber água deste Rio Itapecerica, é inacreditável ver como ele está atualmente, pois a Copasa não faz investimento nenhum para conservar nossas nascentes”, finalizou.
Texto: Liziane Ricardo . Foto: Helena Cristina

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Populares apontam irregularidades no abastecimento de água da Copasa

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar as possíveis irregularidades na prestação de serviços e cumprimento contratual da Copasa no município de Divinópolis, realizou mais uma tarde de depoimentos nesta sexta-feira (24). Foram ouvidos no plenário da Câmara Municipal 5 cidadãos que prestaram queixas nos períodos de falta de água entre os meses de agosto, setembro e outubro de 2017.

A primeira pessoa ouvida foi a líder comunitária do bairro Quintino, Ana Paula Freitas que comentou que desde dezembro de 2016 começaram ocorrer situações de falta de água em algumas regiões da cidade incluindo o bairro onde reside. Desde então Ana Paula começou a monitorar os aspectos da água em sua residência com relação a cor, turbidez e cheiro.

“Já no fim do mês de Agosto e início de Setembro, observei que além de amarelada a água estava com muito mal cheiro e com aspecto de esgoto. Perto do feriado do dia 7 quando passamos pela falta de água, em seguida do reabastecimento a água voltou com cor amarelada porém sem cheiro nenhum”, relatou.
A cidadã contou ainda que tem comprado água para beber em sua casa, porém a água que utiliza para cozinhar é a que vem da caixa, e há cerca de sete dias está com uma infecção intestinal.

Ana Paula informou ainda que no prazo de 35 dias já lavou sua caixa d’água 7 vezes e com isto a conta também veio mais cara. Outro ponto relevante do depoimento da líder comunitária foi a respeito do ocorrido no dia 02 de outubro quando houve uma reunião dos Vereadores junto à Copasa, e logo em seguida Ana Paula recebeu a visita em sua casa do engenheiro ambiental da Copasa:
“No dia, o Eustáquio me fez diversos questionamentos quanto a água que estava chegando na minha caixa, e achou por bem trocar ou retirar o meu hidrometro de água por 24horas para fazer a manutenção da rede. Eu não achei isto correto, pois eles (Copasa) devem prestar um bom serviço não só pra mim, mas para a cidade inteira, e se eles acharam que me deixar 24 horas sem hidrometro era uma forma de me confortar com relação a conta de água, pra mim não surtiu efeito. A partir daí a água tem vindo menos amarelada, porém ainda há o aspecto de barro”, finalizou Ana Paula Freitas.
A segunda ouvida pelos vereadores foi a senhora Isabel Cristina Soares moradora do bairro Nossa Senhora das Graças que relatou que há anos sofre com a falta de água na região.
“A Copasa foi totalmente negligente com relação ao fornecimento de água com má qualidade na cidade. Desde o dia 9 de setembro fui diagnosticada com diarreia crônica, além de já ter emagrecido 10 quilos desde então por causa da desidratação”.
Isabel relatou ainda que mora com outras pessoas doentes em casa e mesmo assim com todas estas dificuldades, sua família não teve nenhuma assistência da empresa Copasa.

Representando os moradores do bairro Lagoa dos Mandarins, Ricardo Alexandre Gonçalves Nunes abordou a respeito do descarregamento de 4 a 5 caminhões com dejetos por dia que são despejados na fossa comunitária do bairro. Segundo Ricardo na fossa comunitária é feito o decantamento e o tratamento da água é realizada na Estação de Tratamento do bairro Icaraí.
“Hoje é cobrado em nossa conta 90% a mais da tarifa da fossa. Os moradores da parte de cima do bairro também sofrem muito com a falta de água, e nós nunca vimos nenhuma manutenção na Fossa Comunitária. Me sinto lesado, e de dois meses pra cá houve um reajuste considerável nas contas sendo que não obtivemos nenhum tipo de melhoria na região”, frisou.
Ainda sobre os diversos sintomas de mal estar que a população vem passando por causa da ingestão de água possivelmente inadequada, Douglas Júlio da Guarda que é morador do Alto das Oliveiras também relatou para a Comissão que teve diarreia e mal estar, e seu filho também já foi diagnosticado com virose.
“Desde as últimas vezes que faltou água no bairro, estou comprando litro de água para minha família. E até hoje a Copasa nunca deu nenhuma justificativa para os moradores sobre a falta d’água”.
Na oportunidade o Presidente da CPI Sargento Elton questionou ao cidadão se o serviço que a Copasa tem prestado em Divinópolis tem sido satisfatório? “Eu acho que a Copasa não tem prestado um bom serviço e deixado muito a desejar”, respondeu Douglas.

Por fim a moradora do bairro Candelária Vanessa Tasciane Romão contou que registrou vídeos em sua rede social mostrando a cor amarelada na água que chegou em sua residência após a falta d’água, além de ter detectado também o mal cheiro na mesma.

Contudo, após serem compilados todos os questionamentos junto a Consultoria Jurídica da Casa, os depoimentos foram encerrados e o próximo dia de oitiva será na segunda-feira (27) a partir das 13 horas no Plenário da Câmara Municipal.

Texto: Liziane Ricardo . Foto: Helena Cristina

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ARSAE comparece a oitiva da CPI da Copasa

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Divinópolis que está investigando o contrato de prestação de serviços da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) realizou na tarde desta segunda-feira (20) mais uma oitiva com os depoimentos dos representantes da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgoto Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae).

Participaram do depoimento o Gerente de Fiscalização – Henrique Barcelos; o Gerente de Regulação Tarifária – Renan Almeida, e os parlamentares: Sargento Elton (Presidente), José Luiz da Farmácia (Relator), Ademir Silva (Membro), Roger Viegas (Membro), Cleitinho Azevedo (Membro) e Nêgo do Buriti.

Inicialmente os representantes da Arsae se apresentaram e explicaram aos Vereadores os trabalhos realizados pela agência no que tange à regulação e fiscalização dos serviços de abastecimentos de água e esgotamento nos municípios do Estado de Minas Gerais.

“Nosso princípio é regular e fiscalizar a prestação dos serviços de forma transparente, técnica, ética, com independência decisória, buscando universalizar o atendimento e a qualidade dos serviços, em compromisso com a sociedade e meio ambiente”.
Em seguida foi iniciada a sabatina de 30 perguntas do edis direcionadas aos gerentes da agência, e o primeiro questionamento foi levantado pelo Vereador Ademir Silva, sobre a atuação da Arsae em Divinópolis. De acordo com o Gerente de Fiscalização Operacional – Henrique Barcelos, a primeira visita de fiscalização no município foi no ano de 2013 e o retorno ocorreu novamente em 2016.
“Estivemos aqui em 2013 e constatamos a torbidez da água do Rio Itapecerica constatava normalizada, estivemos nos pontos apresentados como ETE, mas que na verdade eram grandes pontos coletores de resíduos e as manutenções estavam aparentemente em dia. Quando retornamos à Divinópolis em 2016 fizemos algumas pontuações no relatório da fiscalização do abastecimento de água e também pontuamos com relação ás fossas em alguns bairros da cidade. Mas já quanto ao esgoto, percebemos que os prazos estavam expirando, porém ao final do ano a Copasa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) afirmando que não haveriam novos pontos de lançamento de esgoto na cidade”, respondeu Henrique Barcelos.
O Gerente de fiscalização operacional definiu para os vereadores sobre as duas possibilidades de taxas cobradas pela Copasa, que são:

- Esgoto Dinâmico Coletado – em caso de ausência de tratamento do esgoto coletado, é cobrado tarifa de 90%

- Esgoto Dinâmico Tratado – em caso de efetivo tratamento do esgoto coletado é cobrado tarifa de 50%

Outro questionamento dos edis para os representantes da Arsae foi a respeito da repactuação dos serviços e que mesmo assim ainda não está atendendo com dignidade e eficiência a população da cidade que hoje comporta 230 mil habitantes insatisfeitos.
“Deste ponto de vista, os termos de prestação de serviços realmente não está bom, pois, se estivesse não estaríamos aqui em uma CPI. Porém em nossa visita em 2016 nós recomendamos que fosse feita a repactuação justamente para que o serviço fosse realizado a tempo”.
Na oportunidade, o Presidente da CPI, Sargento Elton, questionou se não seria um tipo de omissão por parte da Arsae fazer uma fiscalização em 2013 e voltar três anos depois para uma segunda visita?
“A Arsae recebe inúmeras demandas de todo Estado, e gastasse muito tempo de estudo em cada localidade. Somente neste ano já realizamos 92 fiscalizações e cada vez que deslocamos é demandada uma semana para estudo técnico, 2 duas semanas para envio e conclusão dos relatórios”, disse Henrique Barcelos.
O Vereador Cleitinho Azevedo reforçou sobre o fato da Copasa já saber que não conseguiria cumprir os prazos do contrato? E segundo o representante da Arsae a resposta é SIM, tanto quanto o município também tinha conhecimento de que o prazo para a construção da ETE-Itapecerica não seria suficiente. O que a Arsae pode fazer neste é enviar uma recomendação.

MULTA

A respeito da aplicação de multas que a agencia reguladora deveria aplicar à Copasa, Henrique Barcelos explicou que a Arsae é uma agência nova, que foi criada em 2009, iniciou suas atividades em 2011, realizou o primeiro concurso público em 2014 e além desta série de quesitos ainda está em processo de criação de suas resoluções, por isto ainda não tem total autonomia para aplicação de multas. “Hoje no Brasil existem 5 agências reguladoras atuando, porém apenas uma contém resolução completa para aplicação de multa”.

Quanto a eficácia do Plano de Contingência da Copasa, o gerente de fiscalização operacional respondeu aos edis ser “compatível” com o porte do município, mesmo considerando que o nível de problemas de Divinópolis é grande, há de entender que é uma cidade muito grande então os problemas são proporcionais ao porte.

Por fim, Henrique Barcelos alertou que um dos grande problemas que deve ser sanado nestas questões contratuais com a Copasa é quanto a falta de comunicação:
“É preciso melhorar a comunicação da Copasa com o município, e principalmente com os usuários para que não haja surpresa com relação a alguma manutenção que necessite da suspensão do abastecimento de água, e até mesmo a respeito da substituição da bomba de água que tem um processo demorado e acarreta no grande número de reclamações”, finalizou o representante da Copasa.
Ao fim da oitiva o Presidente Sargento Elton, deliberou os encaminhamentos da Comissão e informou que na próxima sexta-feira (24) a partir das 13 horas, serão colhidos novos depoimentos, dos munícipes que registraram ocorrência contra a prestação de serviços da Copasa.


Texto: Liziane Ricardo . Foto: Helena Cristina

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CPI da Copasa realiza segunda rodada de depoimentos

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de Divinópolis que está investigando o cumprimento do contrato e a prestação de serviços da Copasa no município de Divinópolis, realizou na tarde desta segunda-feira (30) a segunda rodada de depoimentos com as oitivas do advogado Eduardo Augusto, presidente da Associação de Defesa dos Direitos do Consumidor, e do deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS). Estiveram presentes na sessão os vereadores Ademir Silva (PSD), Sargento Elton (presidente da CPI), Zé Luiz da Farmácia (PMN), Cleitinho Azevedo (PPS), Nêgo do Buriti (PEN), Renato Ferreira (PSDB), Raimundo Nonato(PDT) e Janete Aparecida (PSD).

O primeiro a ser ouvido pelos membros da CPI foi o advogado Eduardo Augusto e relatou que a Associação de Defesa e Direitos do Consumidor vem monitorando há muito tempo a prestação e serviços da Copasa com relação a mortalidade de peixes no rio, falta de água e fornecimento de água imprópria para consumo. Desde agosto de 2017 iniciaram as reclamações na Associação quanto ao serviço prestado pela companhia, e em setembro a população sofreu um corte de água que durou de seis a oito dias, e desde então foi iniciada a coleta de assinatura num abaixo assinado contra a companhia.

“Sabemos que o serviço da Copasa é essencial e contínuo, e a prestação deve ser adequada conforme as leis e Código de Defesa do Consumidor regido em nosso país. Eu e minha esposa também passamos mal com problemas no estômago devido a água fornecida não estar adequada para consumo”, frisou Eduardo Augusto, em seu depoimento.
Aviso prévio sobre a falta d’água

De acordo com o advogado, a lei prevê a obrigatoriedade da companhia enviar um aviso prévio sobre a falta de abastecimento de água, que também deveria ser cumprido no prazo mínimo para reestabelecer o fornecimento aos consumidores, e o dever de fazer a manutenção prévia e prejudicar a saúde da população que está pagando por um serviço de má qualidade.

Quanto ao licenciamento ambiental, Eduardo Augusto declarou ser um “absurdo” uma empresa que presta serviços na cidade desde a década de 70, estar sem o licenciamento ambiental.
“Não se pode permitir que qualquer empresa que utiliza dos recursos naturais não tenha a licença para a prestação do serviço. Como a Arsae permitiu que isto aconteça por tanto anos consecutivos? Além do agravante de mesmo sem licença e sem ter feito o tratamento de esgoto, a Copasa está cobrando a taxa de esgotamento aos munícipes sem que eles tenham o serviço oferecido”, frisou Eduardo Augusto.
O advogado confirmou ainda que, perante a Lei, é obrigação do município comunicar a Arsae sobre as irregularidades da Copasa, além de ser também obrigação do município junto da empresa para que reavaliem as condicionantes do contrato que não estão sendo cumpridas.

Direitos do consumidor

Em seguida, o vereador Sargento Elton abriu o espaço para os questionamentos dos vereadores, sendo o primeiro o vereador Cleitinho Azevedo, que questionou sobre a ação pública que será ajuizada pela Associação de Defesa e Direitos do Consumidor.
“A ação coletiva tem como objetivo o reestabelecimento do serviço adequado. E todas as pessoas que tiveram gastos com a comprar de galões de água, limpeza das caixas d’água e etc, podem requerer o ressarcimento deste prejuízo. Será também solicitada uma indenização por danos morais e a quantia será revertida para o Hospital São João de Deus ou para a ACCCOM conforme estipulado pelo juíz”, respondeu Eduardo Augusto.
Outro questionamento foi sobre a Copasa estar descumprindo o contrato em Divinópolis, e segundo o advogado depoente, “é evidente o descumprimento de diversas cláusulas”.

Já o vereador Zé Luiz da Farmácia, questionou sobre o ato da Companhia ter uma obrigação com relação à proteção das nascentes e do meio ambiente vigente no contrato com a Copasa. E segundo o advogado a empresa tem essa responsabilidade social. Zé Luiz também pontuou perguntou sobre qual atitude o consumidor deve tomar quanto aos danos na saúde? “É importante que eles ajuízem uma ação individual para requerer a indenização”.

Já Ademir Silva questionou sobre a propaganda enganosa que a empresa promete sobre o abastecimento de uma água e se isso pode gerar também processo ou ação civil? Segundo Eduardo Augusto, há sim a propaganda enganosa, além de ser possível que os consumidores entrem com ação por se sentir lesado em não ter um fornecimento de água de qualidade.

Uma longa história

O segundo depoente foi o deputado estadual Fabiano Tolentino que contou uma história sobre a companhia em Divinópolis desde 1973 que investiu muito pouco dos 5% dos lucros nesses 44 anos em ações ambientais.
“Passados os 30 anos de contrato, no ano de 2003 o contrato foi renovado pelo prefeito Galileu Teixeira Machado. A concessão para o efetivo tratamento do esgoto foi durante a gestão do Prefeito Demétrius Arantes Pereira, e os Vereadores na epóca: Adair Otaviano, Aristides Salgado, Anderson Saleme, Vladmir Azevedo votaram contrário a essa concessão do esgoto para a Copasa. Porém em seguida, Vladimir Azevedo ao se tornar prefeito acabou cedendo à pressão do governador Antônio Anastasia e concedeu o contrato à Copasa, diferente de seu discurso de campanha. No fim de seu mandato de oito anos, através de um decreto, Vladimir ajustou o contrato e deliberou a cobrança da taxa de coleta de esgoto pelo percentual 50% nas contas dos consumidores, e ainda prolongou o período para a construção da ETE Itapecerica por mais dois anos.”
Durante sua explanação o deputado estadual Fabiano Tolentino criticou a posição da presidente da Copasa, Sinara Inácio Meireles Chenna, que não comparece nas convocações de Audiências Públicas relacionadas a empresa, além de ser uma pessoa de confiança do governador Fernando Pimentel que, no ano de 2016, também criticou o fato de a Copasa estar cobrando a taxa de esgotamento sem ter tratado nenhum centímetro do esgoto na cidade.

Outra questão levantada pelo deputado foi sobre o diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), Gustavo Gastão, que é ex-prefeito da cidade de Prados pelo PT, o que para o parlamentar é outra atitude que só desabona a legitimidade da Arsae, uma vez que está a agência está sendo conduzida pela equipe do PT e não se vincula como ente independente que deveria ser.

Governo protege Copasa e Arsae

Abrindo para as perguntas dos vereadores, o deputado Fabiano Tolentino foi inquerido sobre o contrato ser nocivo à população, e o mesmo afirmou que é totalmente nocivo. Já sobre o rompimento do contrato da Copasa com o município, Fabiano Tolentino disse que é possível o rompimento conforme foi feito em Bom Despacho, porém é importante avaliar os parâmetros de irregularidades e o valor que município precisaria desembolsar para pagar a multa.

Outra pergunta foi do vereador Zé Luiz da Farmácias sobre manobra da Copasa com relação ao contrato. Fabiano avaliou que o contrato tem cláusulas totalmente a favor da Copasa, e isto não é coerente.

O presidente da CPI solicitou que fosse agendada uma visita dos membros da CPI junto dos prefeitos que pediram o cancelamento do contrato em outras cidades de Minas Gerais. Com relação a Arsae dizer que não pode multar a Copasa, o que o deputado Tolentino entende por esta afirmativa é que o órgão esteja “protegendo” a Companhia de água assim como ele também é “protegido” do governador, desqualificando a agência uma vez que não há nenhuma manifestação da Arsae em fiscalizar a Copasa. Considera que os cargos da presidência tanto da Agência quanto da Copasa (que não são independentes), são indicados pelo Partido dos Trabalhadores.

De acordo com o Presidente da CPI, a próxima rodada de depoimentos será de alguns cidadãos divinopolitanos que se sentiram lesados durante o período de falta d’água.

Texto: Liziane Ricardo . Foto: Helena Cristina  

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CPI ouve deputado Tolentino e advogado Eduardo Teixeira, dia 30

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Mais duas autoridades serão ouvidas na segunda-feira 30, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura responsabilidades contratuais da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Coapsa) com o município de Divinópolis.

O deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) e o advogado Eduardo Augusto Silva Teixeira, presidente da Comissão de Direitos do Consumidor, da Associação dos Advogados do Centro-Oeste de Minas (AACOM) aquiesceram ao convite do presidente da CPI Copasa, vereador Sargento Elton (PEN), de colaborarem nos trabalhos de órgão.

A apresentação do advogado da ACCOM, sobre as implicações dos serviços de abastecimento e tratamento do esgoto, prestados pela Copasa, será às 13h, no Plenário Zózimo Ramos Couto.

Em seguida, no mesmo local, às 14h, o deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) fará apresentação de suas impressões sobre os serviços prestados pela Copasa em Divinópolis e em Minas.

Transparência

As apresentações têm caráter oficial e são abertas ao público. As audiências são transmitidas (ao vivo) e estão disponíveis pela TV Câmara em sua página no YouTube, ou pelo site oficial do Legislativo Municipal

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Deputado Fabiano Tolentino fala à CPI

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O presidente da CPI Copasa, vereador Sargento Elton (PEN), solicitou por Convite (CM 001/2017) ao deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) a apresentação de suas impressões sobre os serviços prestados pela Copasa em Divinópolis e em Minas.

O deputado que, desde alguns meses, vem visitando várias cidades mineiras com  problemas de abastecimento e de esgotamento sanitário, em decorrência do desempenho da Companhia, aceitou de pronto o convite.

A palestra ocorrerá no próximo dia 30, às 14h, no Plenário Zózimo Ramos Couto, da Câmara Municipal, aberto ao público.

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